Do francês hystérie, e deste do grego hysterikos, é uma neurose complexa caracterizada pela instabilidade emocional. Os conflitos interiores manifestam-se em sintomas físicos, levando pessoas histéricas à freqüente perda do autocontrole, devido a um pânico extremo. O termo tem origem no termo grego hysterikos, que se refere a condição médica peculiar à mulher, causada por perturbações no útero, hystera em grego. O termo histeria foi utilizado por Hipócrates, que pensava que sua fosse um movimento irregular do fluxo de sangue do útero para o cérebro.

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7.12.07


Disaster

Três semanas fazem desde o último desastre. Como eu sou desastrada, senhor. Pareço uma criança correndo pela casa, que derruba tudo que está em seu caminho. Esses desastres parecem me perseguir. Ou será que sou eu que busco por eles? Ainda não consegui responder essa questão.
Vou jogá-la no mundo. Alguém tem uma resposta?

The Cardigans - Lovefool
(sim, a música tem relação direta com esse post!)

Mahz - 7:48 PM




24.10.07


Quer saber...?

Engraçado como a vida faz a gente mudar de perspectiva, deixando-nos quase desnorteados com a rapidez. Sabe aqueles momentos de eterna calmaria da sua vida? Todos temos uns desses. Aqueles dias em que tudo parece completamente perfeito: amigos, festas, namorinhos. Tudo regado à quantidade exata de bebida. Seus amigos perfeitos, suas baladas perfeitas, seus contatos vips perfeitos. E todo mundo perfeito que anda à sua volta, com toda aquela perfeição que só pessoas da noite sabem ter. Sim, exagerado. Ou não. Basta acender a luz e, mais do que rápido, todos aqueles seres mágicos que rondavam sua vida desaparecem. E, olha que irônico, só apacer no id caller do seu celular na próxima balada perfeita.
Sim, sim senhores, estou sendo irônica. Mas foi assim que percebi mais uma das mudanças que minha vida tomou. Quando tudo isso desapareceu. Seus so-called-best-friends nem te procuram mais... qualquer briguinha é o estopim para o fim de uma amizade confiante e, cof, duradoura. O mais irônico de tudo isso é que a gente sempre cai na mesma história. Over and over again. Impressionante a capacidade que, nós, seres humanos, temos em confiar em todos e achar que as pessoas realmente gostam de você. É nesses momentos que você aprecia, cada vez mais, as pessoas que você conheceu à luz do dia.
Eu considero isso a minha "qualidade fênix". Sabe a fênix? Aquele ser mitológico que aparece em diversos filmes de ficção (inclusive Harry Potter). Reza a lenda que essa ave renasce das próprias cinzas, além de ter inúmeras qualidades, como lágrimas com poder curativo e uma enorme força. Pra mim, ela é o símbolo daqueles que jamais desistem e que sempre têm fé. Eu sou assim. Por mais que você me machuque, que eu erre e pegue por isso... quando tudo dá errado eu vejo uma luz nova. Um ângulo diferente sob o mesmo problema. E é aí que eu ganho nova vida e viro o jogo. Enquanto você... bom, você continua aí, fazendo... o que mesmo que você faz?! Ah, é: nada.

Mick Jagger - Old Habits Die Hard
(but eventually they die!)


Mahz - 10:26 PM




2.8.07


Másortedocacete (cenário: sexta-feira passada, naquele frio lazarento que beirava temperaturas negativas)

É assim que tem que se chamado, não tem jeito. Quando alguém (link) considera temperaturas em torno de 12 graus frio é porque, certamente, nunca visitou Curitiba no inverno. Esta cidade tem a capacidade de esfriar mais que frigorífico ou geladeira da cerveja que desce redonda. Quando quer.
Além de ser essa geladeira (que eu adoro) no inverno, Curitiba tem mais um atributo climático incrível: passar pelas quatro estações do ano em um só dia. Acreditem (ou perguntem para qualquer curitibano), é verdade. O frio que faz de manhã nesta cidade fez com que 9 em cada 10 curitibanos desenvolvessem uma habilidade especial: como se vestir debaixo das cobertas. De manhã, você quase morre de medo de sair cama. Eu, prevenida que sou, durmo com a roupa toda separada do lado da cama. No momento que acordo, só estico o braço - que quase congela - pra fora da cama e alcanço as roupas. Me visto debaixo das cobertas, com toda a habilidade que adquiri ao longo de 21 anos de invernos congelantes.
Porém, como toda boa mulher curitibana, eu adquiri outra habilidade: vestimenta em camadas. Não adianta estar bem vestida, tem que estar vestida com várias opções de “quentura” ao mesmo tempo. Afinal, passar por quatro estações no dia pede isso. Especialmente quando você sabe que não vai voltar pra casa. Essa técnica requer um senso muito acurado da amplitude térmica da cidade, que aprimorei usando dois preceitos: 1) esticar o braço pra fora da janela quando acordo e ficar uns 30 segundos “sentindo” o clima; 2) seguir a vida de acordo com o ditado que diz “neblina que baixa, sol que racha”. Não tem erro. O esquema é se vestir com coisas destacavéis e que combinam entre si quando separadas. Porque, convenhamos, não adianta nada ir com uma blusa-de-pijama-toda-velha por baixo da camisa se sabemos que, quando for meio dia, estaremos subindo pelas paredes e querendo nos jogar na frente do primeiro biarticulado que aparecer, pensando: “que momento infeliz em que eu tive essa idéia”.
Eu, como uma das curitibanas dominadoras da arte, tenho minhas técnicas. Para dias em que está aquele friodaporra mas você sabe que vai esquentar o suficiente para tirar duas camadas de roupa: calça jeans, bota (com uma meia só, neste caso), blusa de manga longa, blusa de manga longa II e jaqueta de NÁILON (porque esquenta mais quando estamos no sol do que casaco de lã). Para dias em que está até que calorzinho (estilo tem-sol-do-lado-de-fora): calça jeans, camiseta/blusa/camisa, moleton (bonitinho, peloamordedeus) e casaco jeans ou de veludo, depende da temperatura. Agora, muito cuidado, para dias “neblina que baixa, sol que racha”, a escolha deve ser minuciosa. A neblina traz uma impressão de frio e chuva quando, na verdade, é só o prenúncio de um mini-inferno, que dura das 11h até as 15h30.
Nesse momento, a velha arte de sobepor roupas deixa de ser somente uma tendência da última SPFW. Calça jeans é o básico, correto? Até aí tudo ótimo. O calçado pode ser escolhido seguindo dois critérios: não pode comportar meias grossas (no caso de botas) e não deve ir até o joelho sob hipótese alguma (no caso de botas de cano muito, muito longo). Ou seja: use um sapato. A parte mais complicada fica por conta das blusas. Abra seu guarda roupa e ache: uma blusa de manga longa fina, uma blusa/camiseta/regata/what-ever que combine, um casaco fino e (sim, mais um) um casaco pra por cima de tudo. A ordem segue a descrita acima e se desmanche no seguinte passo: de manhã, todas as camadas; às 11hrs vocês estará usando apenas a camiseta/regata/what-ever e o casaco fino - e segurando o overcoat no braço; lá pelas 16hrs, você estará de volta com a camiseta de manga longa (só que dessa vez por cima da camiseta/regata/what-ever, por conta da preguiça) e o casaco fino; e, finalmente, às 19h30 você estará usando todas as peças de volta. E, lembre-se que, nestes casos, a bolsa é a sua melhor amiga. Afinal, ela que vai abrigar suas trocas de roupa e seus cachecóis, luvinhas de emergência... etc.
Porque aqui em Curitiba é assim. Ou você está preparada para viver uma experiência climática única (com todas as camadas de roupa que isso requer), ou você não pode se considerar uma autêntica mulher curitibana - e encher a boca de orgulho na hora de falar isso. O único problema é que, quando o clima está predominantemente verão - como esta semana de junho - você tende a achar que pode ficar despreocupada. E aí que vem a másortedocacete! Só porque eu tinha escolhido as roupas que eu ia usar esse final de semana (o que incluía mini-comprimentos; afinal, quando Curitiba está quente, está MUITO quente), o clima resolveu mudar, na última hora da sexta-feira. Agora volto eu pra frente do guarda-roupa, pensando: quantas camadas se usa numa night?

The Rocket Summer - So Much Love


Mahz - 12:22 AM




17.7.07


Dizem que dar conselhos é reviver o passado. Nunca me importei muito com isso. Por isso, hoje, vou dar um conselho pra quem possa interessar: coragem, fé e convicção.
Está tudo dando errado? Paciência. Quando você já chegou ao fundo, o único caminho é pra cima. Só você consegue medir a magnitude do seu problema. As outras pessoas estão envolvidas em seus dramas pessoais e, infelizmente, não podem te ajudar agora.
E quando tudo deu errado, a única possibilidade agora é dar certo. Por isso, enfie o pé na jaca. Se é pra errar, erre com gosto, fazendo tudo do jeito que você quis. Não escute muitos conselhos (muitos menos esse aqui), faça o que bem quiser. Ninguém está na sua pele e ninguém vai entender o problema da mesma forma que você. Não é egoísmo, não. Mas, sabe quando você está numa discussão e vira pra outra pessoa e diz "você não entende"? Bom, ela não entende mesmo. E provavelmente é por isso que vocês estão discutindo.
Não se feche só porque você se machucou. Quem faz isso, deixa de viver a maravilha que é se apaixonar, sonhar e sofrer. Sim, sofra também. Porque nada melhor do que chorar a noite toda e acordar no outro dia pensando: nem é grande coisa. Esses momentos te ajudam a perceber que aqueles problemas enormes nada mais são do que momentos ruins. E passageiros.
Se for pra gostar, goste intensamente. Se descabele, grite, faça suas loucuras. Nem todos vão merecer o seu tempo e dedicação mas, ao menos, você sai tranquila sabendo que fez tudo o que podia fazer. A dúvida do "será que poderia ter sido diferente?" não te corrói durante o sono.
Esses são todos exemplos do meu conselho. Tenha coragem pra fazer aquilo que você achou que nunca poderia, tenha fé para que as coisas sempre melhorem (não importa o quão ruins elas estão) e, acima de tudo, tenha muita convicção. Acredite em tudo o que você faz e não deixe que ninguém questione seus motivos.
Afinal, se for pra dar errado, é melhor que tudo dê errado por sua própria conta e risco. Na pior das hipóteses, é só seguir em frente. E tomar cuidado pra não ficar olhando pra trás.


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Pois é, quanto a essa história de olhar pra trás...
Olhe. Olhar pra trás te faz rever os erros e querer reviver os acertos. Se você acha que eu desistiria fácil (fácil uma ova, mas enfim) assim, se enganou. Porém, ninguém melhor do que o tempo para nos colocar em perspectiva e nos fazer sentir saudades de tudo o que aconteceu na nossa vida. Ele trás e ele tira. Ele afasta e aproxima novamente. E eu só estou esperando o momento em que ele vai nos fazer cruzar os caminhos novamente.

Ana Carolina - Elevador

Mahz - 3:08 PM




16.7.07


Existem mil palavras que eu poderia dizer na tentativa de traduzir isso que sinto. Mas nenhuma delas parece sincera. Nenhuma delas é tão real quanto as noites mal dormidas ou minhas crises de choro no meio do dia. A única coisa que consigo pensar, agora, é: como você consegue ser tão indiferente a tudo isso?

De peito aberto, vejo meu coração pulsar. E a dor que cada batida trás tira um pouquinho da minha cor.

Mahz - 2:06 AM




27.6.07


Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not.

Infelizmente, o título do álbum da banda inglesa Arctic Monkeys - que se apresenta em outubro em Curitiba, trazidos pelo TIM Festival - não se aplica à vida da estrelinha trash e socialite Paris Hilton.
Como é de domínio geral, tudo o que Paris faz, vira notícia. Mas não porque ela é alguém de extremo destaque na política mundial, e sim porque tudo o que Paris faz é tão absurdo que não tem como passar desapercebido. No último dia oito, esta loira de 26 anos e herdeira da famosa (e multimilionária) rede de hotéis Hilton foi mandada novamente à cadeia para terminar de cumprir seus 45 dias de prisão por dirigir sem carteira de motorista. Porque ela está sem carteira? Porque dirigiu bêbada. Quanto mais fundo se entra na vida da princesinha, mais se pergunta: como alguém pode fazer tantas besteiras seguidas, abusando tanto de sua imagem pública ao invés de aproveitá-la para fazer (se é que é possível) mais dinheiro?
Ela aparentemente não sabe a resposta para esta pergunta, mas, deveria perguntar aos ingleses do Arctic Monkeys, citados no início deste texto. Os garotos, que iniciaram sua carreira com apenas 19 anos de idade, ficaram conhecidos através do “lançamento” de seu álbum em mp3 - antes que o mesmo chegasse às lojas. Obvio, viraram fênomeno. Com direito a mil publicações nos mais diversos domínios da internet.
Com este álbum - intitulado Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not - alcançaram marcas inéditas na vendagem de cds. Falando principalmente de relacionamentos, o álbum tem esse título como uma crítica à mídia mainstream, que costumar sempre taxar os roqueiros como ícones baderneiros e envolvidos em escândalos. Parece que eles finalmente realizaram seus desejos: serem passados para trás nas sessões de fofocas por uma herdeira de um dos maiores impérios da rede hoteleira mundial.

Matérias consultadas:

Justiça manda Paris Hilton de volta à prisão.

Arctic Monkeys confirma datas no Brasil.

John Lennon - Stand By Me

Mahz - 2:51 PM




25.6.07


Chicken soup.

Este não faz parte da safra de textos velhos. Tampouco, é uma produção inédita. É apenas um daqueles pensamentos que rondam o nosso subconsciente e que tentamos, a todo custo, não fazê-los emergir. Porque já se sabe que, quando eles vêm à tona, a mudança chega. E essa mudança nem sempre vem em boa hora, muito menos pede licença para te varrer do chão. Porém, essas so-called revoluções nada mais são do que a repetição de padrões comportamentais que estavam ofuscados por outros que, em sua hora, também voltarão ao comando do front. Circular. Assim como a moda, a ética, a moral e os temas de novela...

I'm in for the fall.

Como sempre e mais uma vez, eu estou me colocando na posição vulnerável de rendição. A mesma posição em que me coloco desde os 14 anos, escolhendo apenas amores impossíveis e rejeitando aqueles que poderiam ter dado certo. Tanto tempo andando por aí e parace que nada mudou. Anos depois, ainda estou parada no mesmo lugar, escutando o mesmo discurso e sofrendo veladamente - exatamente como quando tinha 14 anos.
Me coloco aqui, de cobaia do seu ressentimento, esperando por dias melhores. Tentando de qualquer jeito amenizar sua dor. É irônico sentar nessa mesma cadeira e escrever as mesmas palavras (talvez mais elaboradas, agora) que eu disse há 7 anos atrás. É mais do que tudo, frustrante. Olhar no espelho e saber que ainda sou a mesma covarde que tem medo do amor, que anda por aí caçando amores impossíveis e sabotando relacionamentos perfeitos.
É triste, também. Porque sei que, cada vez que me coloco como teu brinquedo, eu deposito a mesma fé ingênua de antes. Sabendo dos riscos, da pressão que me cerca, da expectativa. Apenas fico esperando por dias melhores. Viciada em impossibilidades, eu sei de todas as minhas falhas. As quais eu não deveria te contar, porém, quando olho, já vomitei todos os meus pensamentos confusos na sua frente. Cansei de jogar aquele jogo de mistério no qual sempre fui mestra (e que tanto me ajudou a disfarçar as inseguranças).
Olho pra mim sabendo de todos meus problemas e todas as verdades que não quero escutar. Que as mágoas de antes me fecharam para o sentimento verdadeiro, que é tudo o que mais queria sentir. Me jogo em qualquer promessa de dificuldade, querendo desvendar-te como se fosse uma esfinge. E como sempre, repetidamente, esta queda não é diferente. Eu escolhi você. Você e ninguém mais. Ou você ou nada além. E isso me magoa como se eu já tivesse lhe perdido, mesmo sabendo que você está aqui. Pois já sei, agora (talvez longe do final) que esta é mais uma das minhas covardias sentimentais, que me impedem de olhar e ver a simplicidade que todos vêem no amor.
Mas, mesmo sendo desonroso de minha parte, te peço: por favor, prove a este coração cansado que a covardia que ele carrega pode um dia ir embora. Prove que estou errada, por favor. Me escolhe, me cuida e, por favor, deixa eu gostar de você.

Faith No More - Epic

Mahz - 2:37 PM




28.5.07


Time is running out.

Vocês podem pensar que é meu modus operandi sumir e alegar que não há tempo, pra depois dizer que voltei e que eu quero reestimular minha imaginação. Né? Pois, acreditem, não é. O problema é que os desabafos virtuais acabam se tornando quase desnecessários quando tudo o que pode falar resume-se em: cansei. Não de escrever, óbvio. Mas dessa vida de rotina diária que consome todas as forças que restam nesse pobre pedaço de carne de 1,58m. E é por isso que toda vez que eu ensaio uma volta, fico só na promessa. Mãs, como sou brasileira e não desisto nunca, volto um mês depois para atualizar o meu tão visitado domínio virtual (cof, cof).
E volto com a mesma proposta: textos velhos. Afinal, acredito que a minha produção atualmente resume-se a pesquisas científicas (o que não interessa ninguém, nem a mim). Por isso, vamos lá!

F. R. I. E. N. D. S. (Em particular, gosto bastante deste. Além de ser um dos mais recentes que produzi - ainda em 2007 - ele diz muita coisa sobre o que aconteceu num passado recente da minha vida)

Talvez esse seja só mais um daqueles momentos em que descobrimos o óbvio, porém, quero acreditar que seja um daqueles momentos decisivos que te fazem crescer. Há tantas frases borbulhando na minha cabeça, que temo me perder enquanto monto minha linha de raciocínio. But, let¿s give it a try.
Existem coisas que acontecem na sua vida que você só percebe quão erradas eram até você se afastar e ganhar uma certa perspectiva. Ali, no olho do furacão, você não percebe o comportamento destrutivo que adotou e como se perdeu tentando ganhar coisas sem valor. Não querendo fazer disso um relato pessoal (mas já fazendo), isso aconteceu comigo nas últimas semanas. Perdi minha identidade por valorizar coisas que não tinham valor real. Amizades egoístas ou amores cômodos, que só te colocam pra baixo.
Ouvi dizer que a força do pensamento influencia grandes decisões e acontecimentos na nossa vida. Fui pesquisar sobre o assunto. E, quanto mais eu lia, mais eu achava muito plausível aquela teoria. Existem certas pessoas que te rondam com uma energia negativa. Por mais que te abram sorrisos, por dentro você sente que preferiam te ver na miséria. Elas fazem você acreditar que deve desculpas por coisas que não fez, que tem que adequar seus comportamentos. Te dão relacionamentos falsos e umbiguistas. Te arrancam até a alma, se assim conseguirem. Mas não comigo. Posso até ter vários amigos disfarçados como carneiros, pensando na minha queda. Mas tenho muito mais amigos que impulsionam minha vitória e me querem bem. Você pode até se cegar temporariamente, mas, eventualmente, você sempre consegue achar aqueles que são seus reais amigos.
No caso de dúvida, aqui vão algumas dicas: seus amigos de verdade provavelmente são aqueles que não te abandonaram na primeira briga; aqueles que te conhecem sem precisar de palavras e respeitam suas escolhas e sentimentos; que não caçoam seus amores ou suas escolhas, apenas tentam abraçá-las, mesmo sabendo que você está errado. Amigos são aqueles que tomam suas dores, brigam junto com você e não se interessam se você está certo ou errado, eles vão ficar do seu lado. Mesmo que vocês não se falem ou se vejam sempre, um amigo consegue perceber seu estado de espírito. Assim como você reconhece o dele. São aqueles que te amam como irmãos, que não tem medo da verdade (mesmo que isso doa) e, acima de tudo, são aqueles que ¿ não importa se perto ou longe ¿ estão sempre torcendo pelo seu sucesso.
Você não precisa apontar para seus amigos para que eles saibam quem são. O sentimento de cumplicidade é tão grande que eles apenas se destacam no meio da multidão.

Natasha Bendingfield - Unwritten

Mahz - 10:54 PM




13.4.07


Newsflash: I'm back.

Pois é, gente. VoRRRtei. E não pensem que me acometi de um surto de inspiração, não. Antes fosse (e bom se fosse...). O que houve é que, lendo as minhas memórias virtuais, deparei-me com uma indagação: porque é que eu abandonei isso aqui? Eu me dava tão bem com esses desabafos quase anônimos das minhas frustrações! Era tão bom ser elogiada pela minha mediocridade lírica! Não sei se foi meu ego que, deseperado por atenção, andou falando mais alto, ou se foi um legítimo sentimento de saudades. De qualquer forma, cá estou. Para saciar minha necessidade por atenção e para atender aos desejos dos eventuais navegantes.

Devo avisar porém que, os textos que virão a seguir (no decorrer das próximas publicações) fazem parte de momentos não-datados da minha vida. Alguns eu lembro em qual ocasião foram confeccionados, outros, se quer lembro por qual razão escrevi. Mas eles estão aí, fazem parte de mim. Se não servirem de nada, pelo menos irão me alegrar com o pensamento de que sou menos preguiçosa do que pensava ser.

Catando Coquinho na Descida (não lembro bem quando escrevi este aqui mas, acreditem, ele é pertinente).

E vocês todos deveriam ir catar coquinho na descida, como já dizia minha mãe.
Será que fui eu que alimentei esperanças vazias em relações inexistentes ou foram eles que ficaram pretensiosos demais, ao ponto que, quando alguém demonstra um pouquinho mais de afeto por eles, já imaginam que serão pedidos em casamento?
O outro grande problema que aflige essa nossa nova safra de relacionamentos jovens é o fato de que há muita oferta. O que torna dificílima a tarefa de ficar com uma pessoa só. Às vezes, pode ser até proveitoso, pois tira o stress da relação principal. Mas, por outro lado, em quem prestar atenção? Aí, pra não ter perigo de se machucar, você se liga numa paixonite impossível e aposta todas as suas fichas nela. Sem falar naquelas paixonites que te varrem o chão, fazem você se entregar, mesmo sabendo que o cara é um canalha de primeira.
A paixão é irracional. Porém, o que é cercado de razão são os interesses que nos levam a ficar com esta ou aquela pessoa. Porque não conseguimos simplesmente excluir todos esses fatores materiais e racionais e simplesmente buscar aquela velha química que costumávamos ver nos filmes de amor? Por sinal, a idéia vendida nos filmes de amor é a coisa mais não verossímil do mundo pra quem está solteiro, com 20 e poucos anos e à procura. Isso não existe. Poucos são os garotos e garotas que se envolvem em relacionamentos sérios. E por mais que nós, os solteiros, afirmemos que tudo está muito bom assim, estamos mentindo. Não está bom, não; nós queremos nosso conforto sentimental também!
Parece uma constante corrida do cavalo e da cenoura, onde a badalação e o relacionamento sólido se alternam na posição da cenoura. Quando você tem um, quer o outro; e vice versa.
No meu caso, estava tudo bem. Meu aquário estava cheio de lindos peixinhos pra me divertir. Porém, um a um, meus peixinhos foram indo embora do aquário. Uns morreram por negligência minha (mas, aí, chorei a falta deles); outros simplesmente foram dados ou vendidos e outros... tentei mantê-los, mas eles não quiseram. Não sei dizer se foi a virada do ano ou qualquer outro fator astral, mas isso me deixou extremamente solitária. E agora eu quero alguém pra dividir minha solidão. Um cobertorzinho de orelha, no sentido mais clichê do amor. O problema é que tenho certeza que, se isso vier a acontecer, ficarei extremamente tentada a chutar meu cobertor e dormir sozinha.

My Chemical Romance - I Don't Love You

Mahz - 1:02 AM




31.10.06


Walk the line.

Se tudo o que vemos é constante reinvenção, aonde está a forma original que usaram para fazer esse exército de iguais que se julgam diferentes? Vem aí a realidade: perceber que se pode ser tudo o que quiseres ser. Ao contrário do que se imagina, este infinito de possibilidades vai limitar cada vez mais nossas escolhas, pois o que se busca, em caráter final, é a normalidade (seja ela dentro de quais padrões forem). Essa liberdade para ser tudo o que se tem vontade, vai deixar os horizontes de rebeldia cada vez mais distantes, colocando tudo cada vez mais dentro da linha do normal. Né?


Mahz - 11:39 PM




30.7.06


"Well, it seems to me that you ain't having much fun.
Something wrong?"


"Cause I ain't losing any sleep". Vai parecer descuido, falta de compaixão. Mas eu cansei de tentar descobrir aquilo que todo mundo parece achar com tanta facilidade. Enquanto isso, eu vou me divertindo. Deixo por conta do acaso os resultados dessa lógica estranha. Não vou me privar de nada.

The Sunshine Underground - Let Me Know

Mahz - 8:46 PM




6.7.06


To find you.

O que eu queria, hoje, era ter você. Poder ter aquela foto romântica sem parecer blasé. Aquele amor despreocupado que parece que bate na porta de todos, exceto na minha. É muito fatalismo, eu sei. Porém, pra todo lado que olho, vejo você escondido em algum sorriso, um sorriso de alguém desconhecido, que ainda estou pra encontrar. E se não encontrei ainda, fico pensando se seu sorriso já não me passou batido.
Lamento não poder amar desesperadamente como queria ou achava que deveria ser. O meu amor e romantismo são contidos, cabem num potinho de geléia. Minha visão é sempre a descrente e cética. Isso me ajudou a chegar aqui. Mas, aqui, não é o lugar aonde eu planejava ter chego. Eu fui caminhando por caminhos estranhos, esperando que eles me levassem até lá. Desviei quilômetros da minha rota pra chegar aqui. Mas, aqui, não é onde eu queria estar.
Queria estar ao lado do seu sorriso, aquele que ainda não descobri. Poder morrer de medo de perder o que jamais possui. Mas não tenho medo de perder, afinal, nada tenho. E essa segurança sombria que sua falta de amor me traz é assustadora. Ela me dá asas e permite que eu vá aonde quero. Vou a todos os cantos, conheço todos na esperança de, no meio do caminho, esbarrar em você. Um esbarrão, um tropeço serviria. Pois, como eu planejei, isso seria suficiente pra eu saber que te encontrei.
Porém, na contra-maré, ninguém esbarra em mim. E os que esbarram não me trazem o sentimento correto. Será que estava de olhos fechados quando esbarrei em você? Pode ser que você tenha desviado de mim, também. Só gostaria de saber vamos cruzar nossos passos. Não hoje, talvez nem amanhã. Mas, assim, eu não ficaria ansiosa esperando esbarrar em você a cada volta que dou, a cada pessoa que conheço. Afinal, se tudo estivesse correndo como eu havia planejado, o esbarrão já teria se tornado um flerte, um romance, um namoro, uma vida à parte. Ao contrário, minha vida só se parte e não encontro em ninguém aquilo que eu tanto queria achar em você.

Death Cab for Cutie - The New Year

Mahz - 6:01 PM




18.6.06


"Tentei chorar e não consegui". Chorei, na verdade. Mas chorei a falta de sentimentos que rondava o meu coração, ou, talvez, a passividade com que eu vi tudo acontecer. Não sei se eu poderia ter impedido a queda, amaciado a decepção. Creio que não. Talvez porque - essa referida queda - estivesse premeditada desde o nosso primeiro diálogo. Aqui dentro, eu construí em mim uma imagem serena e amável de você, quase inabalável. Só que foi uma construção do meu imaginário abalado, carente e saudoso. E, minha construção, assim como a de Chico, caiu como um pacote flácido no meio da rua. Flácido, feio, emborcado de meias-palavras e um certo sentimento de desapontamento. A imagem não correspondia à realidade, por mais que se lutasse pelo contrário.
E, talvez por causa disso, eu já soubesse que não teria perspectivas. Fui como quem morre, sem esperanças do novo. Lamentei, sim, porque meu imaginário ainda lutava por não querer confrontar a realidade. Mas, fui embora com a certeza de que aqueles momentos jamais tornariam a ser. Certeza meio ruim de se admitir, mas conformada.
Não tive tempo de chorar de saudades, nem de odiar cada detalhe sobre você. Talvez por isso, agora, essa memória que você me causa seja apenas uma lembrança inerte, meio estranha, como um capítulo muito longínquo do caminho que percorri. Também não te odeio (e nem teria como), muito menos desgosto. Porém, sinto como se o nosso conhecimento um sobre o outro fosse quase nulo. Não poderia dizer, agora, qual a próxima passada que darás. E nem sei se me interessa saber, porque não sei até que ponto isso muda algo, as peças já estão jogadas no tabuleiro e o meu peão já atingiu a casa final. Como no Jogo da Vida (trocadilho infame, eu sei), as contas já foram acertadas e o nosso juízo final já foi feito. O resultado? Não saberia dizer. Você é aquele peão que eu adquiri no meio do caminho, onde o jogo manda você estabelecer relacionamento. Subiu no meu carrinho verde, e, assim como nossos filhos gêmeos - pelos quais ganhei considerável quantia - arranquei-os fora no final da rodada. Fica a lembrança de como essa realidade poderia vir a ser, o sonho estranho. A realidade, muito embora, nunca chega.

Death Cab For Cutie - A Movie Script Ending

Mahz - 11:45 PM




4.5.06


Eu queria dar uma cara nova pra esse blog, mas, sinceramente, não tenho paciência. Meu lirismo não brota como flores rosáceas nos verdes campos e a minha crítica também não é digna de ser proferida, a quem quer que seja. Porém, eu continuo sendo brega, fofoqueira e estereotipadora. A breguice talvez seja pra me salvar dos momentos em que nada do que eu disser vai parecer bonito; a fofoca serve pra passar o tempo, pra dar risada. Todos somos igualmente bregas (alguns, com certas discrições, são bregas somente dentro de casa, bem longe do mundo) e, principalmente, convergimos quando o assunto é falar da vida alheia. Além da comida e do sexo ( que, muitas vezes, podem e vão parecer exatamente a mesma coisa), a fofoca é o terceiro motor da sociedade mundial. Ah, sim esqueci do dinheiro. Mas o dinheiro é necessário pra se poder comer - ou pra fazer sexo, dependendo do indivíduo em questão - então, vamos imaginar que ele já esteja necessariamente embutido na problemática. Certo? Certo.
Mas, enfim, meu raciocínio acaba aí, ainda não tive tempo (ou paciência, é bom lembrar) de finalizá-lo.
Aguardem a parte II.

The Subways - Mary

Mahz - 12:48 PM




5.4.06


A vida está complicadamente adorável. Nunca estive tão perdida, mas, acho que, em contrapartida, nunca estive tão perto de me achar. Penso em desistir diariamente, uma idéia constante que fala alto e repetidas vezes aqui dentro. Ela é só uma fuga, meu bunker. Não vou desistir de nada, acho que nem tenho tanto desapego pra fazer tal coisa. Estou mal resolvida em todos os setores da vida, mas, não é nada novo ou surpreendente. Muito menos, uma situação exclusiva.
Okay, vamos reformular: o setor acadêmico da minha vida está uma bosta, mas o resto anda muito bem, obrigada. Logo, posso dizer (com um certo quê de segurança e até arrogância) que tudo está complicadamente adorável. Ainda consigo manter minhas desconcertantes bobagens diárias, os sorrisos (mesmo que alguns sejam completamente falsos) e os abraços. Claro que prefiro não para pra pensar na parte que envolve o tal do ganha pão - isso pode ser deveras desesperador, quando pensado com afinco - mas, também, não importa muito. Sou ansiosa, porém, pretendo adotar uma filosofia prática mais direta: me preocupar com o próximo minuto. Afinal de contas, todo o espelho futuro da minha vida vai ser desenhado pelas ações que estou traçando nestes próximos minutos. Aceito um complicadamente adorável, aceito uma falha no meu plano perfeito; não estamos falando, afinal, de nenhuma falha digna de abortar a operação. São os famosos percalços do caminho ou, vai ver, é apenas a minha visão optimism-kinda-like.

Los Hermanos - Horizonte Distante

Mahz - 11:02 PM




1.4.06


Vou usar essa meia hora pra escrever. Escrever sobre todas as meias-horas da minha vida. Todos os cinco minutos de raiva ou excesso de carinho, todos os segundos de adoração ou desprezo. Porque, em todas essa meias-horas, eu me vejo perdida. Confusa, amparada apenas pelo meu desconhecimento acerca de tudo ou coisa nenhuma. Tentar dizer isso em meia-hora é praticamente impossível, já tentei milhões de outras vezes. Passei meia-hora chorando a confusão, a estafa mental; passei dias chorando a possibilidade da perda. Não quis que nenhuma outra hora fosse que não esta. Meias-horas completas.


Hot Hot Heat - Elevator

Mahz - 6:37 PM




5.3.06


Estou na faculdade, sonhando com o dia em que eu poderei ver Desperate Housewifes pelo meu iPod, na sala, enquanto espero a aula de TGP (teoria geral do processo, não que isso seja relevante para o final do texto) acabar. Li essa notícia no Folha Online, por sinal. Porém, enquanto isso ainda não acontece, fico aqui sonhando com milhões de outros assuntos, igualmente irrelevantes.
Hoje, se eu não estou enganada, é aniversário de alguém. Mas há uma grande chance de ser um erro da minha parte, visto que o Orkut (meu santo amigo) não me avisou nada ainda. Desta forma, se, de fato, for seu aniversário: paciência. Nem estava com tanta vontade de ligar, de qualquer forma. Mas é sempre bom manter a política de boa vizinhança.
Estou escrevendo em tópicos, sim. Admito, pronto. Nunca gostei disso, mas, de qualquer forma... isso também não chega a me incomodar. O que incomoda, por outro lado, é esse calor insano que está fazendo nessa cidade. Mas não vou pedir pra São Pedro que caia uma chuvinha, minha fé não chega tão longe mesmo. Além do mais, pretendo sair de casa hoje, e uma chuva não será tão bem-vinda como seria se eu fosse ficar vendo filmes deitada na cama.
E já que estamos fazendo confissões: tá, tudo bem, eu não tenho o que escrever. Parece que o assunto é aquela cenoura na frente do cavalo, sempre estou tão perto dele, mas, nunca chego a alcançá-lo. Sim, eu poderia ter feito outra analogia, eu sei, mas essa foi a primeira que veio à cabeça. Ainda no campo das confissões: acho (penso que, suspeito, desconfio) que vou largar o Jornalismo. Mesmo assim, esse é um projeto que só se concretizará daqui uns quatro meses, se vier de fato a ser.

Tchau, gente.
(produzido em 03/03 - só pra não defasar as datas)

Le Tigre - I'm So Excited


Mahz - 10:04 AM




23.1.06


Prazer, meu nome é Mayra.
Pra quem não me conhece, admito que isso não esclarece muita coisa. Mas, pra quem me conhece, acredito que essas cinco letras tenha, sim, um significado. E pra mim? O que isso significa? Aí, neste momento, me pergunto o inevitável, segundo a ordem lógica das coisas: puta merda, quem sou eu?
Num primeiro momento, bem espontaneamente, eu responderia: eu sou eu, oras. Como se esta pergunta me ofendesse, ou, ainda como se a resposta espontânea e desprovida de raciocínio afirmasse a minha existência única. Como se esta resposta, automaticamente, me conferisse exclusividade.
Certamente, depois do choque positivista e nada libertário, eu iria me perguntar de fato, quem eu sou. Eu? Bom, eu sofro de agorafobia, mas vivo cercada de amigos (alguns, nem tanto). Tenho cérebro de homem e corpo de mulher. Não suporto discutir relações, mas, tenho medo de insetos. Não me preocupo com rótulos, mas tenho uma imagem a passar. Idéias a defender, embora eu nem saiba daonde elas surgem, tão veementes e seguras de si. Sou fria e ceticisma, porém, contraditoriamente romântica e apegada. Intolerante e, algumas vezes, intolerável. Simpática, nem sempre amiga. Chata (essa é uma constante, admito). Mas, com potencial pra ser a melhor pessoa que você já conheceu. Eu sou a melhor pessoa que eu já conheci. Já mencionei que tenho uma auto-estima superficial inabalável? No fundo, sou insegura, como todos somos. Mas não penso nisso, tudo está indo bem. Eu estou indo bem, não tenho motivos pra reclamar. Os acomodados, os alienados, os positivistas diriam, então, que não tenho por que estar me perguntando isso. Será que não tenho mesmo?
Todos querem (ou, ao menos, imagino que devam querer) saber o propósito de sua existência. Porque sinto que não vim ao mundo à passeio. Por outro lado, não sei o que estou fazendo aqui, a não ser passear. Passear por rodas de amigos (alguns, nem tanto, já disse isso?), por modismos, por pensamentos, por livros e filmes. Brigas, discussões, amores e todas essas relações afetivas que complicam a nossa vida, mas, sem as quais, não seria tão divertido viver. Ok, sinto que não estou respondendo a nada aqui. Especialmente, à minha pergunta. Esses existencialismos se tornam complicados demais, tão complicados ao ponto de desistirmos de querer saber quem somos, só pela preguiça de pensar. Pois, afinal, é uma resposta complicada. É o cúmulo da rotulação humana. Nós mesmos nos definirmos, pra, daí, não existirem enigmas. Só relações simples e mastigadas. Rotuladas, enfileiradas, todas iguais.
Cadê o enigma da esfinge? Decifra-me ou devoro-te. Bom, prefiro te comer.

Arctic Mokeys - A Certain Romance

Mahz - 11:33 PM




15.12.05


É tudo um ciclo e eu estou voltando ao começo. Ou fim. Não importa. Importa?

The Strokes - 12:51

Mahz - 3:33 PM




13.11.05


Os homens deviam se proibidos de usar regatas em restaurantes, sério. Melhor: regata deveria ser um artigo de uso exclusivamente litorâneo (como Deus quis que fosse, quando mandou algum infeliz cortar as mangas da camiseta). Poxa vida, imagina, você num restaurante em que você gasta 100 reais por uma boa refeição (boa mesmo) e deparar-se com isso. Enquanto o cara alcança a salada exposta no buffet com aqueles braços desnudos e peludos (sim, eu sei rimar), você fica pensando se, por algum acaso, não caiu um pedaço daquele arbusto na salada. É nojento. Muito. Além de feio, né. Segundo a minha teoria, se está na praia e está com calor: anda sem camiseta (o que eu rezo pra que aconteça sempre na orla, o que justifica o fato). Não precisa usar essas coisas horrendas que, pros bombadinhos, só tem um propósito: mostrar o físico. Éca. E, na balada, então? Ai, melhor nem começar. Pra minha sorte, nos lugares que eu vou, as pessoas se vestem direitinho e não deixam essas partes estranhas do corpo à mostra, sem a mínima necessidade.

Pronto, desabafei.

Agora, seguindo a rotina (que rotina?), eu devo sumir por mais algum tempo. Mas aviso: está tudo bem, ninguém morreu e eu ainda possuo dois braços e duas pernas. Mas, me falta tempo. E vontade. Porque eu sou uma pessoa que não liga a mínima pra mostrar o que pensa, uma vez que poucos são os que entendem o significado das coisas de forma correta. O mundo não sabe, nem sequer, interpretar. Voltem para a escola! Tchau.

PS: Um dia eu mudo o pasto que cerca essa redoma virtual. Até lá, dêem graças por não ser cor-de-rosa (choque).

Maximo Park - Going Missing

Mahz - 9:07 PM




3.9.05


Um amigo - e profeta, diga-se de passagem - me disse há um tempo atrás: a partir daqui, os dias vão ser cada vez mais bizarros. E eu dei risada. Idiota. O profeta - e amigo - estava certo. Porque não há melhor palavra para descrever os eventos que têm acontecido nos últimos meses (mês?). As horas estão cada vez mais curtas, os dias cada vez menores e mais entulhados de compromissos. E nem na internet eu tenho entrado mais (é, nem sei se eu consigo dizer isso sem engasgar). O cansaço vencendo todas as barreiras físicas que meu corpo podia suportar. E a bizarrice. Momentos inesquecíveis de dias praticamente inenarráveis. Mentira. Dias é muito geral. De finais de semana praticamente inenarráveis. Sem hora de descanso, sem dia de dormir. E cheios de gente! Quanta gente tem cruzado meu caminho, ultimamente. Inacreditável! Cruzado, trombado, dançado no meu caminho. Tudo muito divertido.Quase não creio que isso totaliza somente 3 meses (e um pouquinho mais). Dava pra escrever um livro. Eu acho até que isso merecia um livro. A pessoa que tiver a feliz idéia de narrar os fatos que se passam naquele lugar, vai se dar bem. E eu, assim como todas as outras cartas marcadas, iremos figurar nessa obra que mais vai parecer uma valsa de gente maluca, mal vestida e sem pudor. Dançando num salão aonde o tempo é apenas uma condição e, nunca, uma delimitação. Ontem, sinceramente, já é história. Profecia, meu amigo. Profecia. Não disse?

The Bravery - Honest Mistake

Mahz - 10:05 AM




17.8.05


Ah, mas eu tinha tanta coisa pra escrever. Tinha que falar da faculdade, mesmo que veladamente. Tinha que falar das relações humanas (as quais acho que sustento de forma instável), perguntar da vida de vocês, falar dos finais de semana e das risadas. Mas, ao final, quem é que se importa? É tudo mais uma fofoca, mesmo. E de fofocas, estamos cheios por aí. Barracos infindáveis.
E, sinceramente, nem sei se vale a pena insistir. É tão doloroso que talvez não faça sentido. Pra você, digo. Afinal, nada estou fazendo além de fazer as coisas a meu gosto. Se por acaso perder, assumo o risco e a culpa. Não gosto de ficar planejando o dia seguinte, muito embora eu faça isso com certa freqüência. Chega a ser alarmante o tempo que eu passo pensando no dia que virá depois desse. Nas horas que se seguem. Por outro lado, se eu não pensar nisso, aposto que você não vai pensar por mim. Porque você é egoísta e hipócrita. Porque você, assim como eu, só pensa na sua felicidade. Porque, derradeiramente, ainda estamos atrelados àqueles moldes umbiguistas em que fomos criados.
Então, quer saber? À merda com tudo isso. Não vai ser um dia que vai te definir a vida, é o conjunto de ações que tu fazes ao longo deles. E, se pra você foram ações equivocadas e tímidas, pra mim não. E estou gozando da prerrogativa.

Head Automatica - Young Hollywood

Mahz - 4:29 PM




29.7.05


É como acordar e nunca abrir os olhos. Sempre sedado, inerte, fazendo suas memórias de vultos e passagens. É como saber e não poder agir. Ter a ação desenhada na sua cabeça, ver o carro se chocar, os estilhaços de vidro e, ainda assim, não poder impedir a tragédia. Sonho consciente. Morrer sem partir.
Sabendo que tudo dará errado, mesmo assim, você continua a caminhar em direção à tragédia, se deixa sugar pelo turbilhão e - quando se encontra jogada no quarto, como uma boneca violentada - você chora. Chora de angústia, dor, sentimento de burrice ou estupidez. Chora por chorar, já. No meio das lágrimas, sua impotência se reflete. Você se frustra, novamente. Frustra por saber que era você que segurava a chave que trancava aquela porta, mas, mesmo assim, não a fechou. Deixou aberta para que passassem por ela, talvez, um pouco mais de amor ou um resto de esperança daquele relacionamento burro e prejudicial. Talvez a esperança ou o amor tenham passado por lá, sim. Mas você estava muito preocupada com os passos na escada, com o emprego, com a conta de luz. Ele também, sabe. Nenhum dos dois, agora, se importava com o que poderia acontecer. Jogaram as chaves na mesa da sala e saíram. Ficou o cachorro faminto e aquele pedaço de carne do almoço. Só o resto.
Aquele sentimento que te violentava e te surrava inconscientemente agora está abrandado. Gritando surdo, você corre até o outro quarto à procura das fotos e das cartas. Não acha nada, só ficou a memória. E ela te machuca a cada segundo com o calor dos abraços e beijos dele. Agora, não importa, você fechou a porta. E ela não vai se abrir, não vão haver batidas no meio da noite te chamando pra dançar. Fica agora, aí, sentada no chão frio do teu quarto escuro, planejando o próximo acidente, os próximos estilhaços, a próxima desilusão.

Violent Femmes - Blister in the Sun

Mahz - 6:26 PM




13.7.05


Ia escrever sobre outra coisa, mas, whatever. Hoje, pela primeira vez, entrei com o login errado aqui nessa joça. Ou seja: pela primeira vez, em talvez um ano ou mais de existência desse blog, fiquei tempo o suficiente sem escrever pra esquecer o login daqui. Legal, né? Legal nada. Parei de escrever, e isso não é nada legal. Escrevo bastante, admito, pros meus amigos no msn, em e-mails e até no Orkut. Mas, isso não é escrita, é relato. É fofoca, risada ou sei lá do que chamar. Talvez eu tenha ficado traumatizada com professores malucos que retiram vagas ou, o mais óbvio, tenha ficado com preguiça. Porque tenho muito dessa última aí, sabe.
E tenho que começar a tirar o 'eu' das minhas sentenças, porque, afinal, o eu é subjetivo. Então, nesse exato momento, enquanto escrevo pra vocês (quem?), estou voltando no texto e retirando todos os 'eu' desnecessários de todas as frases. Pronto, tirei. Voltando ao assunto, eu -olha ele (ou seria eu?) aqui - estou com preguiça. Mentira. Não estou. Tenho saído bastante, rido tantas vezes que chegam a me doer a barriga e aproveitado muito os meus dias. Porém, tudo continua lerdo. E lerdo no sentido ruim. No sentido de que, por mais que eu esteja atrasada pra ir no cinema, não vejo nada acontecendo. E o pior: ainda estou sentada aqui. Vai, simplesmente, eu que sou lerda. Meu modo de vida devagar deve contagiar a minha visão sobre as coisas. Aí, tudo fica lerdo, devagar, quase para.
E que minutos são esses que custam a passar? Especialmente nas partidas de futebol. Quando eu era criança, sempre contava os malditos sessenta segundos e, de alguma forma muito mágica, o relógio contava mais devagar que eu. Então, o tempo não é o mesmo pra todo mundo. Pois, se eu conto meus sessenta segundos mais rápido do que você, veja só, nós não estamos sincronizados. E não estar sincronizado, afinal, é bom ou ruim? É bom saber que você pensa as mesmas coisas que eu, ao mesmo tempo? É ruim? Timing é tudo, afinal.

Artic Monkeys - A Certain Romance

Mahz - 3:18 PM




12.6.05


Sem título (ou adeus)

Minhocas invadem o dia em que tudo, tudo parecia simples. Acordar, deveres, lazer, falsa informação, dormir. Era simples, tinha tudo assim, configurado. Cada passo, cada arfar foi milimetricamente planejado. Seu santuário era sempre o mesmo, com a cara desleixada que só ela sabia ter quando sozinha. Displicente, muitas vezes ignorante. Ela achou que seria simples. E era. Em meio a ondas de raiva ou saudades, era tudo simples, se resumia em uma única palavra. Palavra que não fazia força para sair, mas, que, a cada pensamento, parecia mais real do que qualquer outra matéria. Em sonhos, podia-se dizer, que se via vomitando inúmeras vezes as mesmas letras, que formavam sempre a mesma palavra, que cabia sempre na mesma sentença.
Déjà vu constante de ações e ocorridos. Sistematização do sentimento, do querer. Na sua cabeça, milhões de silenciosas granadas explodindo. Uma atrás da outra, atrás de outra, sempre à espera da próxima detonação surda. Seus olhos sangravam a falta de coragem, o desrespeito pela felicidade, que, outrora, ela tanto prezava. A perfeição já não existia e ser era apenas uma condição. Temporária, via-se esvaindo pelas próprias mãos (e como isso seria possível?), como pequenos grãos de areia que passam pela ampulheta. Ninguém podia, agora, prever o próximo minuto. Fechou-se em lágrimas e soluços e seu sorriso foi embora. Trancou a porta, mas havia deixado as chaves do lado de dentro.
Com o coração arregaçado a facadas, viu-se num precipício aonde jamais imaginara chegar. Seu vôo era rasante e, a cada segundo, a vontade de pular era maior. Assim como quando criança, quando seus sonhos acabam em sobressalto (daqueles que dão frio na barriga), ela sentia que o risco valeria à pena. Agora, mais do que nunca. Despediu-se então, sorrindo, de tudo aquilo que passou. Agradeceu por cada momento, cada palavra ou risada. Sem olhar pra trás e sentindo, enfim, a falsa liberdade tomar sua vida, pulou. O adeus jamais havia sido tão doloroso.

Metric - The People

Mahz - 8:02 PM




6.5.05


A cada um cabe o sonho que sua esperança permite. Essa célebre frase foi escrita por mim, eu, Mayra, há dois anos atrás. E, sem falsa modéstia, eu estava certa. A mim, cabe o sonho de ser maior, maior do que todas as barreiras que limitam nosso mundo material. Meu sonho será meu arrimo até o último dia da minha vida, e é por ele que vou sorrir, mesmo querendo chorar. Se eu estou sonhando alto? Não sei. Não me importo muito com a queda. Pois, são com as quedas que levantamos mais fortes. Não há nada do que eu não possa me recuperar, certo? A não ser, é claro, da morte. Se bem que, se estiver morta, é porque realmente não havia mais nada a recuperar por aqui. Além disso, a recuperação faz parte da cura. Pra corações partidos e perdas de emprego, há uma recuperação. Eu confio. Em mim, sempre. Conheço meus limites plenamente e sei do que sou capaz. Acreditem, é muita coisa. Por isso, afirmo com tanta veemência que, de qualquer tombo, me recupero. Pular carniça e me espatifar no chão não é nada. Sei que estou dizendo o que todo mundo já escutou, mas e daí? Cair no clichê é moda, virou até capa de jornal. E o meu sumiço é pura preguiça e conformismo.O sistema me cabe muito bem, obrigada. Não vou subverter nenhum conceito, apenas vou triunfar. Intimamente, eu sou a dona de todas as coisas. Mas, pra vocês, sou apenas a dona de mim.

Incubus - Zee Deveel

Mahz - 2:43 PM




30.3.05


Quero um abraço. Um abraço capaz de segurar o mundo todo. Mas não quero um abraço qualquer. Só os seus braços me servem. Há seis meses, só os seus braços me servem. Só os seus sorrisos me confortam e toda essa baboseira melosa de sempre. É verdade. E o amor que não era eterno? Mentira. Quer dizer, sei lá eu o que é eternidade pra ficar brigando com ela aqui, mas que é pra sempre, é. Eu, que não ia descobrir o amor nem em um milhão e meio de anos glaciais. A baixinha chata e pragmática. Mas, eu amo. E, sem amor, ninguém vive. No meu caso, pelo meu amor. Mas ninguém vive. Não necessariamente o amor apaixonado, o casal. Mas sem o amor de pai para filho, à profissão. Que balela é essa que dá pra ser uma vida boa sem amor? Não dá. Nem que seja amor ao ódio. Sem uma motivação apaixonada, juro, ninguém vive.
Minha balela de amor já dura seis (ou mais, depende do ponto de vista do observador) meses. Gosto muito dela. Dele, na verdade. Me completo, me sinto uma banana mole, um pão-de-mel feliz. Minha vida é pipoca e algodão doce, literalmente. Eu nunca soube que breguice podia ser divertido. É! Com ele, tudo é divertido. Até as brigas heróicas que nós travamos por assuntos que, às vezes, até nós desconhecemos. Olha que eu não sou melosa e não acredito em amor à primeira vista, mas, mas eu fico tão sem argumentos pra contra-argumentar que eu prefiro dizer simplesmente o seguinte: amo. Bastante. Enomemente. Um montão. E o seu abraço vale mais do que todas as coisas que eu sei contar no meu mundinho.
Agora vocês sabem.

Yellowcard - Only One

Mahz - 11:02 PM




15.3.05


Faz anos, séculos, eras glaciais que não uso meus delicados dedinhos pra fazer uso desse blog. Dizem por aí que ando muito ocupada vivendo uma vida de pseudo-jornalista. Além de outras atividades não listadas anteriormente. Porque, afinal de contas, ser fotógrafa e saudável dá trabalho e toma tempo. Mas isso não é assunto. Assunto é que o meu computador (vulgo: Absurdo) nunca me deixa na mão. Agora, que ele vive tentando, isso é verdade. Antes do Absurdinho, nome carinhoso, tinha o Lerdo. Lerdo me serviu bem durante 3 ótimos anos. Até, bom, até ficar inutilizável. Literalmente. Lerdo havia entrado em estado de coma. Todos sabíamos que, eventualmente, ele recobraria suas funções motoras, mas, era como os médicos dizem: não sabemos quanto tempo isso pode levar. Pois bem, Lerdo hibernou. Dormiu um sono sossegado até que, aproximando-se a época festiva natalina, resolvi desligar seu monitor cardíaco. Fui, então, à procura de mais uma cobaia para meus milhões de programas e instinto assassino, afinal, eu havia matado Lerdo. Meu pai, inconsolado, levou-o até um médium que, segundo informações, ressuscitava qualquer entidade (até o antigo computador do meu pai, o pai do Lerdo: Manivela). Pura fachada. Enquanto o médium vendia entidades novíssimas a preço duvidoso, porém, tentador, por trás ele fazia experiências dignas de um Frankenstein com pobres e indefesos computadores como Lerdo.
Frankenlerdo saiu de lá renovado, uma nova máquina. Comparar-se-ia com uma Ferrari, afinal, antes da operação, ele era apenas uma Brasília lenta, muito lenta. No dia em que Lerdo entrou na faca, Absurdinho saiu do berçário. Lindo, perfeito. Era o sonho de toda mãe orgulhosa, como eu. Como bom aprendiz (e meu filho, claro), deu seus primeiros passinhos logo no primeiro dia. Sua vida comigo foi como um belo álbum de fotografias: só momentos felizes. Até que, como em toda família, tivemos nossa primeira briga. Absurdo havia se tornado um rapaz rebelde e desobediente. Estava andando com más influências e entrou em contato com o mundo das drogas: era um usurário de spyware. Como um delinqüente sem rumo, Absurdo vagava pelo mundo da web. Tentei salvá-lo inúmeras vezes, mas ele não mais respondia ao meu comando. Recorri a um especialista, só ele poderia ser capaz de me ajudar na luta de Absurdo contra as drogas. O especialista veio até minha casa, afinal, Absurdinho estava debilitado. Horas de tratamento deram resultado. Até o recompensei, aumentando sua conexão. Ele parecia como o filho que sempre tive: alegre, rápido, vivaz. Eu era uma mãe mais feliz.
ERA. Absurdo, em crise de abstinência, rendeu-se às drogas ontem, novamente.

David Bowie - Heroes

Mahz - 12:42 PM




17.2.05


Confusão é a mãe monstra de todas as coisas. Estou escrevendo isso pra mim mesma, por isso, quem não for eu, ignore por favor. E a confusão faz a sua cabeça virar uma geléia mole e sem função, é a sensação do seu cérebro fundindo. São seus neurônios sendo fritos numa grande panela fechada, pora onde o vapor não tem por onde escapar. Aí você não quer mais pensar. Você desiste. Para. Alívio imediato, claro, a televisão. Sua melhor amiga. Porque todas as música do mundo e todas as frases de todos os livros paracem um complô satânico contra a sua pessoa. Nesse momento, você vira um vegetal. Todos os programas, qualquer coisa, desde que você não tenha que pensar. Desde que você não tenha que pensar. Qualquer coisa colorida e falante à sua frente, desde que você não tenha que pensar. Geléia.

No Use For a Name - Life Size Mirror

Mahz - 9:57 PM




27.1.05


Tenho que escrever, tenho que escrever, tenho que escrever. Tá, vamos fingir que eu não abandonei meu blog desde o mês passado. Frustrações com o ano-novo? Não, nenhuma. Só que, como todo mundo um dia, eu já perdi a paciência de montar retrospectivas sem sentido do meu ano, que sempre acabam com uma frase clichê do tipo "2004 foi muito bom, mas 2005 será bem melhor". Claro que será melhor. Não somos burros o suficientes pra cometer os mesmo erros que cometemos no ano que passou, certo? E também temos perspicácia pra poder fazer as coisas que deram certo engrenarem e darem mais certo ainda. Então, este ano, sem restrospectivas. A vida também, oras, anda muito atribulada. Aprender primeiros socorros diante de um televisor é uma tarefa que leva tempo. Mais especificamente: 2 horas e meia diárias. E não só primeiros socorros. Um mundo novo *cof, cof* se abre aos seus pés! Mecânica báscia (uau! como pude, até hoje, viver sem isso?), legislação - mais conhecida também como placas e multas -, meio ambiente, direção defensiva. Nossa, tanto conhecimento que fico tonta só de pensar em quanta coisa nova e super útil eu aprendi sentando duas horas e meia na frente de uma tevê. O que não se faz pra ser uma pessoa legalmente motorizada, né? E, assim como todos os anos anteriores, você promete entrar numa academia e fazer dieta assim que janeiro despertar. Pasmem. Este ano, eu fiz. Tá, eu já fazia esportes. E nunca comi feito uma vaca num estábulo de engorda, mas é de regra que o fim do ano sempre lhe faz acarretar algumas gramas a mais. Então, agora eu posso dizer que sou uma pessoa perfeitamente saudável. E isso, sinceramente, me deixa dormir tranquila. Infelizmente, não consigo não ser mulher. Não me preocupar com a minha aparência ou peso é uma coisa fora de cogitação.
Bom, agora vamos às somas. Viver uma vida motorizada requer tempo de uma pessoa, assim como viver uma vida saudável e livre de gramas indesejáveis. Viram? É por isso que eu sumi. Eu sabia que tinha uma explicação, embora nunca tivesse parado pra pensar nela antes.

Danko Jones - Lovercall

Mahz - 9:36 PM




12.12.04


Testando.
Será que é real a proporção daquele ditado: sorte no amor, azar no jogo? Quando o jogo deixa de ser apenas uma frase e se transpõe no seu trabalho, na sua criatividade?
Estou testando meu limite. Em todos os sentidos, por todos os lados. A fera que mora ao lado de casa uiva para me lembrar do pânico, do terror. Sim, terror sim. Não tenho mais palavras que possam caber em minha cabeça. Estou atravessando um eterno hiato, um buraco. Minha imaginação (que imaginação?) é apenas uma memória distante. Pareço aquele livro do menino que tinha uma família sem nome, que viva cercado de televisores à sua volta, aonda sua vida era apenas um reflexo, uma cópia barata de tudo aquilo que ele via através daquela tela. Me sinto um borrão. Um cisco. Em termos criativos, claro.
Cadê aquelas palavras inteligentes que eu escrevia? A ironia? Às vezes, penso que nunca soube escrever. Talvez seja essa a verdade. Pode ser que nunca tenha existido o momento no qual eu fui uma pessoa eloqüente. Vai ver foi só um sonho. Um sonho do qual eu acordei já faz algum tempo e agora, por mais que eu deite minha cabeça no travesseiro e faça um esforço sobre-humano para voltar àquele sonho, não mais consigo. É complicado ter que aceitar o fato de que sua imaginação está indo embora.
Testando.

Ben Kweller - Sha Sha

Mahz - 2:42 PM




30.11.04


O que é mais importante? Escrever palavras aleatórias - que, tenho certeza, sairão meio sem sentido - ou me afundar numa banheira cheia de água quente, até que meus músculos já não consigam se mover? Escrever, dizem meus impulsos. E escrever sobre o quê? (Palavras sem sentido, como havia dito antes. Mas, será? Será que vale a pena escrever sem haver coesão no que se diz? Decido que não.) Um livro. O universo maravilhoso que um livro carrega consigo. Um universo cheio de centauros e esfinges mitológicas, que se apaixonam como seres humanos (e não o são?), fugindo para o Marrocos em busca de cura, ou não. O que seria a cura? A padronização idiota de todos os seres ou a aceitação de todos os seres - aberrações ou não - como eles são? Com certeza, não cabe a mim dizer. Não sou Jesus, Jeová ou Buda. Sou eu. Sou uma pessoa extremamente indecisa, extramamente padronizada. (Quem não é?) Sou delimitada pelo que as pessoas pensam de mim. E, sim, existem alguns que pensam demais sobre mim. Queria que me deixassem viver. Eternamente. Não, não eternamente, mas, livremente. Ao lado de quem amo, ao lado dos meus amigos centauros e esfinges saídos de livros, dos bruxos adolescentes - que, sim, também saíram de livros - e dos outros milhões de seres e coisas que habitam meu mundo.
E, de repente, eu acordo do meu estado de transe no qual o vapor do banho quente me pôs. Levanto, me visto, olho no espelho, saio ao encontro do meu amor e esqueço.

Tosca Tango Orchestra - Super Sport

Mahz - 2:23 PM




22.11.04


Era só pra dizer que eu amo e sou feliz por isso. Por chorar de medo da tua ausência, por rir do seu olhar lindo que me atinge como uma faca e me faz sangrar versos maravilhosos, por saber que só sua presença tem poder calmante, por tudo isso. Por ser milhões de vezes melosa, babona e deslumbrada.
Pode me chamar de sortuda, por favor?

Incubus - Drive

Mahz - 3:13 PM




15.11.04


O ócio.
O ócio.
O ócio.
Que vontade de falar isso pra sempre. E viver isso pra sempre. Sem nada, parada, eternamente. Dura, sem vontade, sem desejo. Desejo de nada. Ócio. Um metro são milhões de quilômetros na minha cabeça preguiçosa. O mover dos meus dedos causa um arfar incessante. O piscar de olhos me tira o fôlego e me faz sossegar por, pelo menos, dez minutos. O ócio.

Arnaldo Antunes - Socorro

Mahz - 6:38 PM




23.10.04


Sou uma pessoa sem imaginação. Tudo que eu vejo, conheço, sei, escuto foi roubado de algum lugar. Minha vida é uma cópia barata de vários fragmentos de vidas alheias. A história que traço ao longo dos anos nada difere da sua. Sou uma pessoa sem imaginação. As palavras são apenas alteradas, mas nunca deixarão de ser cópias. Nem as idéias ou sentimentos. Seremos eternamente iguais. Incabivelmente iguais. Ignorantemente iguais. Nossas vidas sempre serão como meros borrões, esboços descartáveis. Somos fabricações em série que roubam pensamentos tentando parecer diferentes. Somos uma coca-cola com poder ayurvédico.

The Get Up Kids - Suffragette City

Mahz - 3:20 PM